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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Incra Belém respondeu ao governo com greve por tempo inderminado

Servidores da Superintendência Regional do Incra em Belém decidiram, em assembléia-geral, na manhã desta quinta-feira (6/5), deflagrar greve por tempo indeterminado na autarquia a partir da segunda-feira (10). É a segunda superintendência a decretar greve em resposta ao não atendimento, pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) das reivindicações nacionais de isonomia salarial entre carreiras de nível superior, reajuste salarial proporcional para as de nível intermediário e auxiliar e reestruturação das carreiras do Incra.
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Governo nega isonomia entre carreiras do Incra e propõe aumento salarial para agarônomos

A Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento,Orçamento e Gestão (MPOG) propôs nesta quarta-feira (5/5) aumento de salário para os engenheiros agrônomos do Incra e disse que não podia negociar o mesmo para os outros servidores da autarquia. Questionada sobre a necessidade de haver isonomia entre as duas carreiras do Incra, foi dito aos servidores que o assunto não estava em pauta.
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terça-feira, 4 de maio de 2010

Greve do Incra cresce em todo o Brasil. Mais adesões nesta segunda-feira (3/5)

03/05/2010 por cnasilutas

Somente nesta segunda-feira (3/5) quatro Superintendências Regionais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) aderiram por tempo indeterminado ao movimento grevista, iniciado no final do mês de abril último. O Incra em São Paulo, Tocantins, Rondônia e Rio Grande do Norte pararam suas atividades como forma de pressionar o Governo Federal a reabrir as negociações para fortalecimento da autarquia.

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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Servidores do Incra Belém aderem a movimento nacional de paralisação

Servidores da superintendência regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Belém decidiram, nesta quinta-feira (29), paralisar os serviços da autarquia, de 03 a 05 maio, como forma de pressionar o governo federal a negociar as reivindicações da categoria. Eles querem a isonomia salarial entre as carreiras de nível superior do órgão; reajuste salarial para os servidores de nível médio e a reestuturação do plano de carreiras do Incra.

Com a decisão de paralisar a autarquia, os servidores do Incra também aderem ao movimento nacional contrário ao projeto de lei 549/09, que propõe o congelamento salarial dos servidores públicos federais por dez anos e a redução de investimentos no serviço público, dentre outras medidas. No Pará, das três superintendências regionais do Incra, somente a de Santarém ainda não aderiu ao movimento paredista.

Apoio parlamentar - Na sexta-feira (30), representantes dos servidores do Incra Belém se reúnem com os deputados federais Paulo Rocha (PT-PA) e Beto Faro (PT-PA) para pedir o apoio dos parlamentares à luta nacional da categoria. Vão solicitar aos deputados que encaminhem ofício nesse sentido ao Ministério do Planejamento (MPOG), onde serão retomadas as negociações das reivindicações, iniciadas em julho de 2009, em razão de um acordo assinado em março de 2008, e suspensas unilateralmente pelo governo federal em março desde ano.

A reunião com os parlamentares acontecerá na sede da superintendência do Incra, às 9 hrs, na Estrada da Ceasa, s/n. Bairro do Sousa. Belém

Contato: Herbert Marcus e Sidney Dantas Tel: (91)91046987

terça-feira, 27 de abril de 2010

Sobre o amapá como abstração

Às vésperas do natal de 2001, o jornal mineiro Hoje em Dia publicou uma crônica intitulada "Toalha de restaurante alemão", do colunista Eduardo Almeida Reis, que causou a mesma polêmica que vem causando no Amapá o texto "Amapá, uma abstração", de Rogério Borges, publicado na seção “Crônicas e Outras Histórias”, edição de 07/04/2010, do até então desconhecido jornal O Popular, de Goiânia.

Sem entrar na polêmica sobre a forma do texto, se crônica ou não, vejo na abstração do Reis sobre o Amapá o humor nada sutil da Toalha mineira. Nada a ver com as provocações imbecis do Mainard, um fascitóide idiota, e com o ensaio "Abraxas: uma abstração e outros absurdos literários", de Damnus Vobiscum, cuja relação, vista por alguns, fica somente no título.

Por isso causou-me estranheza ninguém fazer referência ao texto de 2001, que motivou o Ministério Público amapaense a promover ação contra o jornalista mineiro, em que pedia uma indenização de R$ 50 milhões por danos morais ao povo do Amapá (não sei que bicho deu a ação do MP).

Em seu blog, o autointitulado "jornalista por vocação" goiano se defende das acusações que lhe são feitas por amapaenses e se queixa dos ataques pessoais que vêm sofrendo. Tem razão. Artigos e comentários postados em blogs que divulgaram seu texto são reveladores de um chauvinismo cego, além de uma uma grosseria típica dos ignorantes.

Mas é difícil aceitar seus argumentos literários em defesa de um texto que, mesmo admitindo-o como crônica, expôs a falta de humor e a crítica mordaz presentes, por exemplo, nas crônicas de um Luis Verissimo, quando aborda temas delicados, que envolvem questões étnico-raciais, culturais e costumes sociais e políticos.

Ao longo da história da humanidade, escritores e artistas utilizaram o riso como arma de combate à opressão e injustiças. É a sátira que permite a abordagem de questões que não poderiam ser de outra forma, por se situar no limite entre a tensão política e a banalidade social - duas forças que se contrapõem - fazendo transbordar o riso em diferentes formas.

Para isso, no entanto, é preciso que o escritor/artista conheça profundamente a realidade criticada e tenha domínio da forma do gênero que utiliza, seja uma crõnica, um conto ou a poesia. A de Gregório de Matos, exemplo de sátira barroca, ao apontar erros e defeitos vigentes à época, através do humor, manifesta uma profunda relação com a terra em que habita. A sátira de Gregório busca a afirmação de uma brasilidade em oposição a dominação (identidade) portuguesa.

Se eu esculhambasse com o Amapá - tipo: sabe por que o Amapá não afunda? Não, é porque merda não afunda - outros amapaenses ririam disso. A razão é simples, estamos situados em um mesmo contexto, o outro amapaense entenderia as razões da minha chacota, mesmo pegando pesado. A linguagem de baixo calão e o chiste estão entre as manifestações que surgem através da sátira. Quem viu a comédia de costumes Ver do Ver-O-Peso, do grupo paraense Experiência, sabe do que estou falando.

O nosso Borges não entendeu nada disso. Mexeu com forças que se opõem, para ele desconhecidas. Mesmo dando todos os descontos possíveis à forma e ao conteúdo de seu texto, para os amapaenses não passa de um "estrangeiro" que fala mal da terrinha, sem com ela ter alguma forma de relação que justifique, incluindo o plano emocional, a esculhambação; mexeu com forças telúricas e identidades conflitantes de um povo que se sente historicamente marginalizado e objeto de preconceitos por brasileiros de outros estados. Vistos somente através de fatos negativos, como todos os outros amazônidas.

Tal o Géografo de Itambé do Mato Dentro (pseudônimo utilizado pelo colunista mineiro), Rogério Borges pode botar a culpa no Sarney pela inexistência do Amapá e nos surrealistas Marimbondos de Fogo que o elegeram senador pelo estado.

Mas não escapará do destino dos aprendizes de feiticeiro: de tornar-se um imortal da Academia dos Contadores de Piada sem Graça.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Boléro de Ravel

Maravilhoso o Boléro de Maurice Ravel. Das versões disponíveis no YouTube, prefiro as que seguem abaixo.

O ballet Boléro, de Maurice Bejárt, infelizmente, por limite de estocagem no YouTube, é apresentado em duas parte, assim como a versão clássica regida pelo meu xará Herbert Von Karajan. Ao final dos vídeos a segunda parte é proposta pra acesso. Deleitem-se!!








quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Reforma agrária também é cultura II

O Festival Terra Viva Terra de Arte começou em um final de tarde do sertão cearense com um cortejo dos grupos culturais pelas ruas de Canindé. Conduzido por Amir Haddad (foto ao lado) e Júnior Santos (foto abaixo), grandes incentivadores do teatro de rua, o cortejo fez a festa no centro da cidade habituada às romarias a São Francisco.


À noite, nos palcos Mestre Neo Ramos e Patativa do Assaré, montados na Praça de Canindé, centro da cidade, grupos de teatro e de dança formados principalmente por jovens dos assentamentos mostraram a que vieram.




Impressionou-me em particular o espetáculo Ventos e Vales: Caminhos de Seguir, do grupo de dança Sementes da Terra, do assentamento Valparaíso-CE (foto ao lado), e o Tambor de Crioula , da comunidade quilombola de Filipa, vindos de Itaperucu Mirim-MA (foto abaixo).





Foi uma grande surpresa. Extasiante!

Há muito que manifestações artísticas não me tocavam assim.

Os últimos espetáculos que mexeram comigo foram feitos por portadores de necessidades especiais e internos de um hospital psiquiátrico. Nesses espetáculos de dança, teatro e exposição de pinturas a vida pulsava em formas estéticas que faziam eriçar todos os pelinhos da alma.
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Assim os espetáculos do Viva Arte, manifestação da vivência dos agricultores. De uma cultura forjada na luta pela terra e por cidadania, feita com alegria e criatividade, que busca forjar uma identidade em que a tradição é uma ponte para a criação do novo.
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>>> Em breve estarei postando no Picasa uma série de fotos do Terra Viva.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Reforma agrária também é cultura

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Após 10 dias de ocupação equivocada e irresponsável do Incra em Belém pelos sem-tora da Federação dos Trabalhadores na Agricultua Familiar (Fetraf), passei quatro dias em Canindé, cidade do sertão central do Ceará, fazendo a cobertura fotográfica do Festival de Cultura TERRA VIVA TERRA DE ARTE, de 25 a 28/11.
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O festival, em sua primeira versão, é resultado de um trabalho desenvolvido ao longo de seis anos pelo Projeto Cultura e Arte na Reforma Agrária, do Incra, e grupos culturais de assentamentos do Ceará.
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Uma beleza o Terra Viva Terra de Arte!
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